Monday, November 02, 2009

todo o teu corpo interessa, toda a tua alma importa,
és o perfume tímido da relva molhada,
amante desejada batendo à porta,
o marulhar silencioso de uma enseada.

és ilha deserta por mim descoberta,
oásis fluorescente numa noite desabitada,
madrugada assim de insónia desperta,
o poema e a palavra emancipada.

e nem o tempo, inimigo da primavera,
apaga deste tempo a oração,
e o amor que sendo sonho, não é quimera,

alimenta o corpo, embala a mão,
numa calma que desespera,
a quem mais interessar esta canção.

Saturday, October 24, 2009


Feminino

Monday, October 19, 2009

Aquilo que sonho,
não o que sou,
quero ser.
Madrugada de Outono,
estendida pelo mar.
Novembro a amanhecer,
devagar.
Um perfume a sal que navega.
Um beijo que foge e se alevanta.
O segredo revelado,
o olhar que descansa.
Porque o amor não é pecado.
É física, é química.
É coisa que não sei como diga.
Abraço, laço, embaraço,
atracção de corpos, talvez.
Suor, esperma, saliva e sangue.
Amor é desejo infame.
É silêncio, é vida.
Estamos condenados a amar,
sozinhos.

Tuesday, September 29, 2009


Masculino

Thursday, September 24, 2009

E há noites em que a noite revela
imagens e segredos escondidos
às vezes são palavras que nem fazem sentido
outras, um poema com o nome dela.

E há noites em que chove e os grilos cantam
em que se ama, em que se passa fome
e tudo o resto é uma calma insone
em que no meu peito os teus cabelos descansam.

Tem noites que são madrugada
e o quarto um deserto mole
e da janela não entra a alvorada

nem mesmo um fantasma que imole
esta insónia bruta e desasada.
Tem noites em que até faz Sol.

Saturday, September 19, 2009



Masculino

Thursday, September 17, 2009


Feminino
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